Teatro da Trindade Rendido a “Santareno” do VETO

Nota de imprensa – 6 de Maio


O muito público presente no Teatro da Trindade em Lisboa, aplaudiu longamente e de pé, o Veto Teatro Oficina e o seu espectáculo “Bernardo Santareno … Nos Túneis da Liberdade“, no passado do sábado, dia 3 de Maio.
A apresentação em Lisboa vinha sendo preparada já há algum tempo. A organização que envolveu o Círculo Cultural, o INATEL / Teatro da Trindade e a Câmara de Santarém, procurou atrair com sucesso, personalidades da área do espectáculo, e foi coroada de sucesso, com a presença de actores e músicos bem conhecidos, além de outras pessoas ligadas ao mundo do espectáculo que, conferiram à sessão um frenesim mais acentuado, que as primeiras cenas rapidamente fizeram desaparecer.
Um ritmo perfeito, um tempo e uma representação de grande qualidade, uma sintonia de marcações exemplar, um desempenho técnico verdadeiramente soberbo, conferiram a esta deslocação do Veto a Lisboa uma elevadíssima qualidade, bem atestada pela interrupção do espectáculo com aplausos e pelo apreço final com que o publico brindou os actores, desde os mais jovens aos mais experientes.
“Bernardo Santareno … Nos Túneis da Liberdade“, chega a este espectáculo, com uma rodagem assinalável por palcos da nossa região. Até agora, o Veto já tinha apresentado com grande êxito, esta produção sobre a vida do grande dramaturgo natural de Santarém, para além da cidade, onde foi à cena dez vezes, em Abrantes, Sobral de Monte Agraço, Almeirim, Rio Maior, Cartaxo, Baixa da Banheira, Almada e Montijo, a que se juntou agora o teatro da Trindade, estando previstas mais algumas apresentações até às férias.
Para o Veto e para o seu projecto de dar a conhecer o grande dramaturgo que indiscutivelmente é Bernardo Santareno, esta foi uma jornada de grande satisfação e prazer.
Recorda-se que a peça estruturada a partir de textos de José Ramos e Fernanda Narciso, e com leves alterações excertos de trabalhos do próprio autor, em que a vasta epistolografia tem particular importância, conta em duas partes, a vida de António Martinho do Rosário, desde o seu nascimento, passando pela ingenuidade juvenil, a personalidade forte do pai, o carinho da mãe, a fé religiosa, as muitas apaixonadas que lhe dedicaram amores eternos, até à sua licenciatura em Coimbra (primeira parte).
Depois, foi o voltar para Lisboa, as dificuldades, as perseguições, os amigos, a censura dos seus trabalhos, a admiração do mundo artístico, a doença e as dificuldades e finalmente a liberdade, a coisa que mais ambicionou, neste leitura do Veto Teatro Oficina.
É com esse imenso grito de regozijo com a vida e com a liberdade que o espectáculo termina, assinalando a reconciliação do homem consigo próprio e com o mundo que o rodeava.
Bernardo Santareno, António Martinho do Rosário faleceu em 1980, mas essa é conta de outro rosário, pois o Veto optou por homenagear Santareno, terminando o espectáculo com o 25 de Abril de 1974.
Como sempre, o espectáculo terminou com o representante do grupo a dar conta do prazer em ter podido realizar a função e agradecendo ao público por lho ter permitido, concluindo com a solicitação de sempre:“Se gostaram digam aos Vossos amigos, se não gostaram digam aos Vossos inimigos, mas digam, nós vamos andar por aí num teatro do país a apresentar “Bernardo Santareno … Nos Túneis da Liberdade“”.
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