"O Jardim das Delicías da Química", de Jorge Sá, 13', 2006, drama. O filme fala-nos de um espaço de flores onde monstros e anjos se encontram. No momento em que os anjos fascinados pela magia dos monstros se deixam enfeitiçar são destruído na sua inocência. Este filme é o momento em que a inocência é contaminada pelo pesadelo e um anjo é tornado monstro.
Helena e Paulo andaram pelo Mundo, durante dez anos, a perguntar às pessoas se eram felizes. Interrogaram estudantes de uma universidade, um pastor do Nepal que acredita que a terra é plana, monges da Índia à procura da iluminação, uma mulher do Alentejo agarrada aos velhos tempos e pescadores de Aveiro que riam à custa de fintar o mar... Ao voltarem para os EUA encontraram quatro estudantes que se dedicavam a reinventar a vida e que os deixaram a pensar o que é que tinham andado a fazer estes anos todos.
Um Homem Branco , 46 anos, que nunca conheceu a Metrópole, nascido e criado em Moçambique, sargento na unidade
de tropas especiais do exército colonial português.
Um Homem Negro, 27 anos, que não conheceu África, criado em Lisboa, finalista de engenharia no Instituto Superior
Técnico, entusiasta dos ideais de esquerda.
Os dois encontram-se em Moçambique, em plena guerra colonial, quando o Homem Branco, na conclusão de uma operação
especial no mato captura o Homem Negro, acabado de chegar a África como voluntário para a luta dos movimentos de
libertação.
Por acidente, perdem a comunicação com o transporte que deveria recolher o sargento e encetam uma longa caminhada em
território controlado pelos guerrilheiros do movimento de libertação, até ao aquartelamento da tropa colonial mais
próximo.
Durante a caminhada encontram o terceiro elemento do triângulo: uma enfermeira do exército português, graduada em
alferes, justificadamente perdida na mata.
A inversão das características destas personagens reflecte-se sobre as situações de conflito e dá um novo
enquadramento à temática da guerra colonial portuguesa, e leva genericamente ao absurdo as razões de todas as
guerras, do racismo e da posse da terra.
A relação de António e Ruth termina inesperadamente. Ruth vai viver com Pedro, o melhor amigo de António. António, desesperado, deixa-se esmagar pelas suas próprias fraquezas. Mas, do bosque, surgem dois estranhos seres, Violeta e Gaspar, que vão interferir na vida de António...
O filme A Selva, adaptado do romance homónimo de Ferreira de Castro, conta a história de Alberto, um jovem monárquico português refugiado no Brasil que vai trabalhar para a selva amazónica durante a febre do ouro negro. Ali, rodeado de perigos míticos, molda o seu carácter e conhece Dona Yá-Yá com quem mais tarde se envolve. Diogo Morgado e Maîte Proença dão corpo e alma aos protagonistas desta obra marcante da literatura portuguesa.