Entre 1955 e 1959, viveram-se no Círculo Cultural Scalabitano momentos de entusiasmo e grande afirmação cultural. Ora, a primeira direcção
eleita a 29 de Dezembro, tomou posse no dia 3 de Janeiro de 1955 , data da sua primeira reunião.
A Consagração
A consagração do Círculo Cultural iniciou-se com o anterior prestígio alcançado pelo Grémio Literário Guilherme de Azevedo, bem como pelo
reconhecimento nacional do Orfeão Scalabitano, do qual herdou o grau de comendador da Ordem de Benemerência , atribuída em 1932.
No entanto, ganhou de imediato merecimento próprio quando, a enorme actividade organizada pelas diferentes secções, encontrou junto dos
escalabitanos, das instituições oficiais e privadas e da administração local e central, o apoio e o patrocínio que lhes permitiu expandir
o seu nome por todo o país, sendo as suas secções bastante vezes requisitadas para aureolar diversas festividades e comemorações.
Publicado no Correio do Ribatejo
no dia 30/12/2011
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O ano de 1954 apresentou-se auspicioso para a cidade de Santarém e para o concelho, tendo ficado marcado pela construção de importantes obras públicas como a inauguração do Tribunal de Santarém, o início dos arranjos do Campo Sá da Bandeira e, conta-se ainda, como uma importante expressão do crescimento económico do distrito a criação da Feira do Ribatejo e a constituição do Círculo Cultural que resultou da fusão do Orfeão escalabitano e do Clube Literário Guilherme de Azevedo.
Publicado no Correio do Ribatejo
no dia 9/12/2011
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O Círculo Cultural festeja agora o seu 57º aniversário e, durante os 20 anos a que se referem os próximos artigos relativos à história da
sua acção.
Esta associação deteve uma enorme presença e influência no panorama social e cultural da Cidade e também do país, à época sob o governo
ditatorial e totalitário de Salazar. Este sucesso, num regime político que perseguia e dificultava a vida associativa de tradições
democráticas, deveu-se essencialmente a um compromisso entre aqueles que na direcção, ou nas suas secções, representavam a Situação
e aqueles que se manifestavam como Oposição ao regime que então se vivia.
[Luísa Barbosa]
Publicado no Correio do Ribatejo
em 25/11/11
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No último número iniciei neste espaço uma reflexão sobre as Associações Culturais e um modelo de acção para o seu funcionamento.
Terminei enunciando algumas preocupações directamente ligadas ao seu funcionamento e, mais importante, à postura que considero deve ser aquela
que deverão privilegiar, tendo terminado o artigo anterior numa referência ao papel a desempenhar pelos voluntários na organização.
Hoje em dia esse papel é cada vez mais reconhecido e também cada vez mais procurado a diversos níveis e áreas da intervenção na comunidade.
Assim acontece nas organizações de economia social, assim acontece no desporto, assim acontece cada vez mais nas instituições da
“economia cultural”, se se me permite a expressão.
Publicado no Correio do Ribatejo
em 18/11/11
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Segundo Michael Kraiser, reflectindo sobre as questões de cultura e de gestão cultural numa conferência em Setembro de 2010 no CCB, as Associações Culturais e os Agentes Artísticos, de um modo geral, têm um problema de receitas, não um problema de custos. O normal é conseguirem fazer muitas coisas com poucos recursos, reconhecendo que o que ainda não sabemos é como criar receitas e precisamos de fazê-lo de maneira consistente.
Publicado no Correio do Ribatejo
em 3/11/11
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A História do CCS - Cidadania e Cultura -, é um trabalho de investigação histórica original e inédito, cujas
fontes são os documentos de Arquivo Histórico desta associação, que se encontra em finalização, de forma a
poder ser publicado.
Este trabalho iniciou-se quando se comemoraram os 50 anos desta instituição e a autora, Luísa Barbosa,
tem prosseguido este grande trabalho de fundo, bem como tem aprofundado a sua história e a das associações
que lhe deram origem em 1954 (O Grémio Literário Guilherme de Azevedo, de 1905 e o Orfeão Scalabitano, de
1925). Contou, ainda, com a colaboração de muitos amigos e sócios do CCS, entre eles João Gomes Moreira,
Florindo Custódio, Joaquim Martinho da Silva, Joaquim Vale Cruz, bem como Teresa Lopes que apresentou,
nesse ano de 2004, a convite da Direcção, um trabalho sobre Manuel Ginestal Machado, a quem agradecemos.
Apresentada pelo presidente da direcção no Sarau do CCS realizado no TSB em 16/12/07
Publicado no Correio do Ribatejo em 20/07/07
Publicado no Correio do Ribatejo em 1/06/07